quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Trote

Parece que o trote fez a minha ficha cair e eu perceber que eu entrei MESMO na USP e ficar mais animado do que nunca. Mesmo careca.
Quando ia entrar na sala da matrícula, um veterano já me perguntou se eu era bixo, tão limpo como estava, e pintou um C e um S em cada bochecha.
Terminada a matrícula, lá fora, já encontrei minha mãe pintada (não, ela não escapou! hehe) e fui cercado por quatro meninas que pintaram, pintaram, pintaram, cortaram o cabelo, me levaram para uma piscina de bolinha de isopor, jogaram espuma e me fizeram sambar. Foi uma delícia!

Fiquei um pouco pior que isso (na foto já tinha voado um monte de bolinha no caminho):


Para elas poderem saber quem eu era, depois de um banho, me deram o apelido de "bixo chiquinha", muito simpático, não sei tirado de onde.
Espero encontrá-las durante o ano de novo.
Mas que fique bem claro que eu aceitei o trote, porque faz parte. O pessoal é muito legal e eu poderia ter recusado e perdido a diversão. Como minha tia explicou, com palavras melhores, depois, é um "ritual de passagem". E, realmente, me senti nascendo para uma nova vida. Vale a pena!
E até que não fiquei muito mal careca. Tem gente que acha que ficou melhor, até. Sinceramente, é tão confortável (eu nunca imaginei que fosse tanto!) que estou ate pensando em manter assim...

Agora, esotu lendo o Guia e todos os papéis que recebi, com a história e infra-estrutura da USP, dicas e programações para a bixarada. Semana que vem, já começam as aulas magna e inaugurais (e festas e mais festas de boas-vindas). Mal posso esperar!

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Jantar com o Avô

Ontem, ainda quando eu estava no restaurante, meu avô me ligou:

-- Que horas você combinou com seu pai de ir jantar amanhã?
-- Às 19:00, vô.
-- Não, eu vou te pegar às 16:30.

Para que perguntou, então?
Esse lado da família é assim: marca um jantar e sai na hora do lanche da tarde... Meu avô é extremamente ansioso. Agora é meio-dia e, apesar de ele ter marcado às 16:30, lá pela 15:00 ele deve chegar aqui. E não é para uma audiência jurídica ou para fazer check-in no aeroporto; é para um jantar com a família!

Pizza Hut

Ontem, antes de saber o resultado, com aquele mix de ansiedade e espinhas, não estava afim de ir à Pizza Hut, comemorar o aniversário de um dos meus melhores amigos (se não o melhor).
Mas, conversando pelo msn, de madrugada, acabei sendo animado por alguns amigos e prometendo que iria (em troca de uma careta da Renata que quase me fez cair da cadeira de tanto rir). Depois do resultado, claro, me animei ainda mais.
Graças a Deus. Porque foi ótimo. A conversa foi excelente, as risadas foram ótimas, a comida foi muito boa. Matei um pouco da saudade das pessoas de quem sempre sinto saudade.
Também foi bom ver a alegria delas por mim. Eles querem ainda marcar alguma comemoração.
A única coisa ruim foi ter que tirar o dinheiro da poupança (o que, para o aniversariante, piadista de trocadilhos, foi muito engraçado), mas eu o reporei logo. E valeu.
Espero que eu ainda possa compartilhar muitos aniversários desse meu grande amigo, que faz muita falta para mim.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

FUVEST

Passei! :)
Quase não dormi de ansiedade para saber o resultado. Queria sabê-lo logo, fosse ele qual fosse, para ter alguma idéia do que seria da minha vida este ano. Felizmente, a ansiedade acabou.
Toda vez que penso no futuro, ele me aterroriza. Agora mesmo, ia escrever que esperava que este fosse o melhor caminho para mim (entrar na faculdade este ano). Mas, na verdade, não existe o melhor caminho. Só existe o caminho. Se foi assim, é porque assim era para ser.
Será o que tiver de ser. Um dia depois do outro, sem nada de aterrorizante.
A dúvida também serve para me fazer pensar sobre a vida e sobre as minhas escolhas.
E acredito que, agora, vou poder ter bases maiores para decidir o que quero, conhecendo mais e melhor as coisas. Acho que não sou indeciso; só não posso escolher entre as coisas que não conheço direito. (Ok, sou um pouco indeciso, sim... Nem sei decidir se o sou ou não.)
Mas, na hora certa, eu vou ter a certeza, sem nem perceber como ou quando passei a tê-la, como acontece com tantas outras coisas.

domingo, janeiro 25, 2009

Non Ducor, Duco

Parabéns, São Paulo!




SÃO PAULO

(Washington Olivetto)

Alguns dos meus queridos amigos cariocas têm mania de achar São Paulo parecida com Nova York. Discordo deles. Só acha São Paulo parecida com Nova York quem não conhece bem a cidade. Ou melhor, quem a conhece superficialmente e imagina que São Paulo seja apenas uma imensa Rua Oscar Freire.

Na verdade, o grande fascínio de São Paulo é parecer-se com muitas cidades ao mesmo tempo e, por isso mesmo, não se parecer com nenhuma.

São Paulo, entre muitas outras parecenças, se parece com Paris no Largo do Arouche, Salvador na Estação do Brás, Tóquio na Liberdade, Roma ao lado do Teatro Municipal, Munique em Santo Amaro, Lisboa no Pari, com o Soho londrino na Vila Madalena e com a pernambucana Olinda na Freguesia do Ó.

São Paulo é um somatório de qualidades e defeitos, alegrias e tristezas, festejos e tragédias. Tem hotéis de luxo, como o Fasano, o Emiliano e o L'Hotel, mas também tem gente dormindo embaixo das pontes. Tem o deslumbrante pôr-do-sol do Alto de Pinheiros e a exuberante vegetação da Cantareira, mas também tem o ar mais poluído do país.

Promove shows dos Rolling Stones e do U2, mas também promove acidentes como o da cratera do metrô e o do avião da TAM em Congonhas.

São Paulo é sempre surpreendente. Um grupo de meia dúzia de paulistanos significa um italiano, um japonês, um baiano, um chinês, um curitibano e um alemão.

São Paulo é realmente curiosa. Por exemplo: têm diversos grandes times de futebol, sendo que um deles leva o nome da própria cidade e recebeu o apelido "o mais querido". Mas, na verdade, o maior e o mais querido é o Corinthians, que tem nome inglês, fica perto da Portuguesa e foi fundado por italianos, igualzinho ao seu inimigo de estimação, o Palmeiras.

São Paulo nasceu dos santos padres jesuítas, em 1554, mas chegou a 2007 tendo como celebridade o permissivo Oscar Maroni, do afamado Bahamas.

São Paulo já foi chamada de "o túmulo do samba" por Vinicius de Moraes, coisa que Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini e Germano Mathias provaram não ser verdade, e, apesar da deselegância discreta de suas meninas, corretamente constatada por Caetano Veloso, produziu chiques, como Dener Pamplona de Abreu e Glória Kalil.

Em São Paulo se faz pizzas melhores que as de Nápoles, sushis melhores que os de Tóquio, lagareiras melhores que as de Lisboa e pastéis de feira melhores que os de Paris, até porque em Paris não existem pastéis, muito menos os de feira.

Em alguns momentos, São Paulo se acha o máximo, em outros um horror. Nenhum lugar do planeta é tão maniqueísta.

São Paulo teve o bom senso de imitar os botequins cariocas e agora são os cariocas que andam imitando as suas imitações paulistanas.

São Paulo teve o mau senso de ser a primeira cidade brasileira a importar a CowParade, uma colonizada e pavorosa manifestação de subarte urbana, e agora o Rio faz o mesmo.

São Paulo se poluiu visualmente com a CowParade, mas se despoluiu com o Projeto Cidade Limpa. Agora tem de começar urgentemente a despoluir o Tietê para valer, coisa que os ingleses já provaram ser perfeitamente possível com o Tâmisa.

Mesmo despoluindo o Tietê, mantendo a cidade limpa, purificando o ar, organizando o mobiliário urbano, regulamentando os projetos arquitetônicos, diminuindo as invasões sonoras e melhorando o tráfego, São Paulo jamais será uma cidade belíssima. Porque a beleza de São Paulo não é fruto da mamãe natureza, é fruto do trabalho do homem. Reside, principalmente, nas inúmeras oportunidades que a cidade oferece, no clima de excitação permanente, na mescla de raças e classes sociais.

São Paulo é a cidade em que a democratização da beleza, fenômeno gerado pela miscigenação, melhor se manifesta.

São Paulo é uma cidade em que o corpo e as mãos do homem trabalharam direitinho, coisa que se reconhece observando as meninas que circulam pelas ruas.

E se confirma analisando obras como o Pátio do Colégio (local de fundação da cidade), a Estação da Luz (onde hoje fica o Museu da Língua Portuguesa), o Mosteiro de São Bento, a Oca, no Parque do Ibirapuera, o Terraço Itália, a Avenida Paulista, o Sesc Pompéia, o palacete Vila Penteado, o Masp, o Memorial da América Latina, a Santa Casa de Misericórdia, a Pinacoteca e mais uma infinidade de lugares desta cidade que não pode parar, até porque tem mais carros do que estacionamentos.

São Paulo não é geograficamente linda, não tem mares azuis, areias brancas nem montanhas recortadas.

Nossa surfista mais famosa é a Bruna, e nossos alpinistas, na maioria, são sociais.

Mas, mesmo se levarmos o julgamento para o quesito das belezas naturais, São Paulo se dá mundialmente muito bem por uma razão tecnicamente comprovada. Entre as maiores cidades do mundo, como Tóquio, Nova York e Cidade do México, em matéria de proximidade da beleza, São Paulo é, disparado, a melhor. Porque é a única que fica a apenas 45 minutos de vôo do Rio de Janeiro. O mais importante é que com essa distância nenhuma bala perdida pode alcançar São Paulo!

(Washington Olivetto é paulista, paulistano e publicitário)



quarta-feira, junho 04, 2008

Quem sou eu?

Lendo O Mundo de Sofia (Hume, Berkeley...), de Jostein Gaarder, acabei me "inspirando" para mudar o "quem sou" do Orkut e fiz o texto que copio mais abaixo. Lendo Alberto Caeiro, nesse fim de semana, vi que, como no poema do post anterior, ele pensava de forma um pouco parecida com a minha (apesar de bases opostas: a dele, não "pensar", apenas "sentir" e a minha, "pensar demais") . Claro: ele tinha mais certeza do que dizia e, principalmente, talento. :)
Só queria a sua segurança... (Mas, só pelo fato de querê-la, já me afasto muito de toda a filosofia de Caeiro, que não era para ser filosofia. Que loucura que é Caeiro...!)

"Quem sou eu?
Será que eu ainda vou ser o mesmo depois de escrever isso? O que diz quem se é? Sou o que eu faço, o que eu penso, o que eu digo, o que já vivi, o que "quero"? Tudo isso? Nada disso? Alguma coisa inexplicável, que simplesmente "é"?
Existe alguma coisa na minha cabeça, que acho que sou eu, essa "voz", que não é bem voz, que parece estar sempre lá, mesmo quando o resto muda. Acho que isso deve ser quem sou. Mas não sei descrever essa alguma coisa. Só sei que ela pensa muito. "Eu" penso muito. Talvez demais. Às vezes, cansa até. Por isso, mudo muito também (inclusive o pensamento). Isso complica tudo. Por exemplo: daqui a algum tempo, vou apagar tudo isso e simplesmente por algo do tipo "sou isso e aquilo". Depois, vou por que "não sou ninguém". Depois posso por um texto de que gosto. Depois, posso simplesmente não por nada. Já fiz tudo isso.
O melhor é o seguinte: se você me conhece, vai ter alguma "imagem" de mim. Essa imagem é quem sou pra vc. E nada que eu escreva vai te fazer mudar essa imagem. Só, talvez, o tempo."

Alberto Caeiro

XXIX

Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.
Mudo, mas não mudo muito.
A cor das flores não é a mesma ao sol
Do que quando entra a noite
E as flores são cor da sombra.

Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.
Por isso quando pareço não concordar comigo,
Reparem bem para mim:
Se estava virado para a direita,
Voltei-me agora para a esquerda,
Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés —
O mesmo de sempre, graças ao céu e à terra
E aos meus olhos e ouvidos atentos
E à minha clara simplicidade de alma...

(em O Guardador de Rebanhos)

sexta-feira, março 21, 2008

Ricardo Reis e A Era da "Inocência"

"Frutos, dão-os as árvores que vivem,
Não a iludida mente, que só se orna
Das flores lívidas
Do íntimo abismo.
Quantos reinos nas mentes e nas coisas
Te não talhaste imaginário! Tantos
Sem ter perdeste,
Sonhos cidades!
Ah, não consegues contra o adverso muito
Criar mais que propósitos frustrados!
Abdica e sê
Rei de ti mesmo."
(Ricardo Reis - Fernando Pessoa)

Hoje, fui à Av. Paulista, com 3 amigos, passear. Íamos ao cinema e a uma exposição do SESC. Acabamos assistindo só ao filme, pois a sessão que queriamos tinha mudado e tivemos que ir a outro cinema.
Já havia algumas semanas que eu queria assistir ao L'Âge des Tenébres (cujo título foi traduzido, ridiculamente, por "A Era da Inocência"), considerado o fechamento de uma trilogia com "O Declínio do Império Americano" e "As Invasões Bárbaras", de Denys Arcand. Finalmente, vi e gostei.
A poesia de Ricardo Reis acima poderia ter sido escrita para Jean-Marc Leblanc, o personagem principal (poesia que, ainda sem saber disso, copiei da livraria que visitamos antes da sessão). Jean-Marc é quase invisível para sua mulher e filhas, que estão sempre no celular ou com fones nos ouvidos; sua mãe, aparentemente a única família restante, está cada vez mais ausente psicologicamente, internada num asilo; seu trabalho, no governo, é ouvir pessoas em "situações piores que a dele" (e, geralmente, dizer que não há nada que se possa fazer - pois "é a lei" - ou que o assunto é de outro departamento). Em meio a isso e a tudo mais que ocorre, ele vive se refugiando em fantasias: se vê um homem famoso, admirado, ganhador de prêmios, com mulheres apaixonadas. Na vida real, porém, apenas aceita e "vai levando", frustrado, tudo que acontece. [Daqui pra frente, vem spoiler. Estou avisando...]
Quando sua mulher vai viver com o chefe em Toronto, ele começa a procurar mudar. O problema seria saber como fazê-lo, mas, no fundo, ele sabe que a primeira coisa a fazer é deixar realmente para trás a vida que tinha levado até alí. E ter a coragem para isto é o difícil: aceitar que aqueles anos passaram. Mesmo que tenham sido anos nos quais ele não fôra feliz, deixá-los para trás é aceitar, de uma vez, que não há mais nada que se possa fazer quanto àquela parte frustrada de sua vida. (Mesmo que o casamento fosse infeliz, ele estava casado "havia anos".)
Ele conhece uma mulher que o leva para um evento temático da Idade Média, onde ela é uma condessa, disputada por cavaleiros em duelos. Lugar cheio de pessoas que, como ele, buscam algum refúgio na fantasia. A crítica que ele faz a esta mulher (de que aquilo não seria uma solução), a morte de sua mãe, que "não tinha ninguém", e a raiva que sente ao ver que sua mulher voltou como se nada tivesse acontecido, finalmente o fazem decidir se despedir de suas próprias fantasias.
Ele vai morar na casa vazia dos pais, em uma praia. Lá, começa a ajudar a cultivar e cuidar do jardim e da horta, junto com seus novos vizinhos, enquanto cultiva e cuida de si mesmo e de sua vida "nova", sem mais fantasias.
[Acabou o spoiler]
Além disso, o filme possui inúmeros outros detalhes e críticas ótimos, trilha sonora que capta bem o clima do filme (há uma cena em que a música se mistura ao barulho do trêm, captando, mais do que o filme, o próprio ritmo e ansiedade da contemporaneidade) e bons atores (a atuação é bem focada em Marc Lebréche).
A história não é uma continuação de "Invasões Bárbaras", mas creio que consideram que faz parte da mesma trilogia por ser mais uma crítica de Denys Arcand (e para aproveitar a fama dos outros dois filmes).
Ainda não vi O Declínio do Império Americano, mas já comprei e vou ver esta semana.

domingo, março 02, 2008

A Cadeira de Prata - Nárnia

A Rainha do Submundo

"[...] Uma cachoeira de lembranças caiu sobre Jill [...], mas pareciam imagens apagadas e distantes. (Drum-drim-drim, repenicava o bandolim.) Jill não conseguia lembrar-se das coisas de nosso mundo. E dessa vez não lhe ocorreu que estava sendo enfeitiçada, pois a magia atingira o auge. [...]
O príncipe e as duas crianças estavam de cabeça caída, as faces coradas, os olhos semicerrados; fugira-lhes toda a energia, o sortilégio era quase total. [...]
Mas Brejeiro, juntando desesperadamente o resto de suas forças, caminhou até a lareira [...] e espezinhou as brasas, apagando um pouco o fogo. [...] O doce e pesado [inebriante] aroma diminuiu muito. [...] E a própria dor esclareceu completamente a cabeçca de Brejeiro, pois não há nada como um impacto doloroso para desfazer certas espécies de magia.
— Uma palavrinha, dona - disse ele, mancando de dor -, uma palavrinha: tudo o que disse é verdade. Sou um sujeito que gosta logo de saber tudo para enfrentar o pior com a melhora cara possível. Não vou negar nada do que a senhora disse. Mas mesmo assim uma coisa ainda não foi falada. Vamos supor que nós sonhamos, ou inventamos, aquilo tudo - árvores, relva, sol, lua, estrelas e até Aslam. Vamos supor que sonhamos: ora, nesse caso, as coisas inventadas parecem um bocado mais importantes que as coisas reais. Vamos supor então que esta fossa, este seu reino, seja o único mundo existente. Pois, para mim, o seu mundo não basta. E vale muito pouco. E o que estou dizendo é engraçado, se a gente pensar bem. Somos apenas uns bebezinhos brincando, se é que a senhora tem razão, dona. Mas quatro crianças brincando podem construir um munbdo de brinquedo que dá de dez a zero no seu mundo real. Por isso é que prefiro o mundo de brinquedo. Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam. Quero vivier como um narniano, mesmo que Nárnia não exista. Assim, agradecendo sensibilizado a sua ceia, se estes dois cavalheiros e a jovem dama estão prontos, estamos de saída para os caminhos da escuridão, onde passaremos nossas vidas procurando o Mundo de Cima. Não que nossas vidas devam ser muito longas, certo; mas o prejuízo é pequeno se o mundo existente é um lugar tão chato como a senhora diz. [...]"

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

As Colheres de Cabo Comprido

Conta uma lenda que Deus convidou um homem para conhecer o céu e o inferno.
Foram primeiro ao inferno.
Ao abrirem uma porta, o homem viu uma sala em cujo centro havia um caldeirão de substanciosa sopa e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher, porém de cabo muito comprido, que lhes possibilitava alcançar o caldeirão, mas não permitia que colocassem a sopa na própria boca.
O sofrimento era Grande.
Em seguida, Deus levou o homem para conhecer o céu.
Entraram em uma sala idêntica à primeira: havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta e as colheres de cabo comprido. A diferença é que todos estavam saciados. Não havia fome, nem sofrimento. 'Eu não compreendo', disse o homem a Deus, 'por que aqui as pessoas estão felizes enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual?'
Deus sorriu e respondeu:
'Você não percebeu? É Porque aqui eles aprenderam a Dar comida uns aos outros. '

Moral:
Temos três situações que merecem profunda reflexão:
1. Egoísmo : as pessoas no 'inferno' estavam altamente preocupadas com a sua própria fome, impedindo que se pensasse em alternativas para equacionar a situação;
2 . Criatividade: como todos estavam querendo se safar da situação caótica que se encontravam, não tiveram a iniciativa de buscar alternativas que pudessem resolver o problema;
3. Equipe : se tivesse havido o espírito solidário e ajuda mútua, a situação teria sido rapidamente resolvida.

Conclusão:
Dificilmente o individualismo consegue transpor barreiras.
O espírito de equipe é essencial para o alcance do sucesso; uma equipe participativa, homogênea, coesa, vale mais do que um batalhão de pessoas com posicionamentos isolados. Isso vale para qualquer área de sua vida, especialmente a profissional. E, lembre sempre: A alegria faz bem à saúde; estar sempre triste é morrer aos poucos.

(Desconheço o autor. Recebi pela Internet)